Tripés – O que é preciso saber.

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Na sequência de um workshop que realizei recentemente, verifiquei que ainda há bastantes fotógrafos que, apesar de usarem tripés, ainda não conhecem todas as potencialidades destes equipamentos para o acto de fotografar.

Vamos então explorar um pouco este tema para ajudar a quem pense adquirir um tripé, ou ajudar a usar melhor os que já possuem.

Como o próprio nome diz, o tripé é constituído por 3 pés que são os elementos mais volumosos do equipamento.

A escolha do tripé deve ter em conta 3 aspectos principais: O peso, a robustez, e o preço. E todos estes elementos são influenciados directamente pelo tipo de material em que o tripé é construído.

Materiais

Aço

Os tripés construídos em aço são por norma os mais robustos mas são, de longe, os mais pesados. Por esse motivo só se costumam usar tripés de aço em estúdio, ou no exterior em situações que tenham uma utilização essencialmente estática. Para uso exterior em que o fotógrafo se desloque regularmente, está fora de causa.

Plástico

Na realidade existem tripés de plástico mas normalmente são de pequena dimensão e são usados para bloguers para suportarem máquinas de dimensões mais reduzidas. Existem igualmente tripés de plástico regulável, por exemplo da marca Gorilla, que se prestam para se ‘enrolarem’ num ponto de suporte para fixação menos ortodoxas.

Tripés longos com pernas de plástico, apesar de poderem ser baratos, definitivamente não são recomendáveis porque acabam por ser muito instáveis e frágeis.

Alumínio

 No mundo dos tripés, o alumínio é o cavalo de batalha definitivo. Possui uma excelente relação resistência / peso, e encontram-se muitas opções em termos de escolhas e preços.

É claramente o que apresenta a melhor relação entre rigidez, peso e preço.

Fibra de Carbono

A fibra de carbono é um material leve, forte e extremamente resistente à corrosão, tornando-o perfeito para as pernas do tripé.

No entanto, sendo forte em termos intrínsecos, a sua leveza pode ser um handicap em situações de exterior com muito vento, obrigando por vezes a pendurar algo pesado no tripé para ganhar estabilidade.

 Voltando aos nossos três aspectos principais para tripés, enquanto os tripés de fibra de carbono são fortes e leves, geralmente não são baratos.

Em resumo, cabe a cada fotógrafo, mediante o uso que maioritariamente irá fazer do tripé, escolher a melhor opção de material de construção.  

Mecanismos de bloqueio

Para oferecer portabilidade, as pernas do tripé geralmente apresentam seções dobráveis ou telescópicas, sendo a grande maioria da última variedade. Isso significa que essas seções das pernas possuem algum tipo de mecanismo de bloqueio. Em geral, existem dois tipos principais de bloqueio.

Fechadura de alavanca

Este tipo de fechadura é um mecanismo de bloqueio que se abre para liberar a seção da perna do tripé e se move para baixo para prendê-lo no lugar.

Esses bloqueios permitem a montagem do tripé rápida e facilmente, e quando começam a ganhar folga, têm parafusos de aperto que permitem afinar a força do bloqueio

Fechadura de torção

As fechaduras de torção funcionam como roscas que apertam as pernas do tripé. Rodam numa direcção para destravar, e na direcção oposta para prender.

Os bloqueios de torção geralmente têm menos probabilidade de falhar devido a impurezas e areia sobre os bloqueios de alavanca. No entanto, quando começam a ganhar folga, são mais difíceis de afinar, obrigando a fazer mais força para travar as pernas.

Coluna central

Uma coluna central permite ao fotógrafo aumentar a altura do tripé depois de posicionar as pernas na sua extensão máxima.

As colunas centrais também adicionam versatilidade aos recursos do tripé, porque muitas delas permitem serem colocadas na horizontal, ou mesmo colocadas ao contrário, ou seja, de ‘cabeça para baixo’ permitindo fotografar com a máquina praticamente rente ao chão.

 

Cabeças de Tripé

Por fim abordamos um dos elementos mais importantes de um tripé, apesar de não fazer parte integrante deste, a cabeça do tripé.

E dizemos que não faz parte integrante porque, num bom tripé, devemos ter a liberdade de escolha dos pés (o tripé propriamente dito) e da cabeça do tripé.

Em termos de cabeça de tripé, existem diversas opções, contudo as mais usuais são:

Cabeça de Bola

Este tipo de cabeças é formado por uma bola que roda livremente dentro de um encaixe. Este mecanismos permite muita flexibilidade no posicionamento da máquina, no entanto obriga-nos a ter um cuidado extra para confirmar que a máquina está alinhada (horizontalmente ou verticalmente).

Outro aspecto que devemos ter em atenção neste tipo de cabeças é a rigidez do bloqueio da bola já que, sobretudo com máquinas pesadas e cabeças de qualidade inferior, com o tempo a bloqueio tem tendência a ganhar folga e não conseguimos prender a máquina na posição que pretendemos.

Cabeça de 3 eixos.

Estas cabeças, como o próprio nome indica, tem o suporte da máquina apoiado numa base que pode rodar em 3 eixos independentes, cada um regulado por uma maçaneta de aperto independente.

Podendo ser uma cabeça em que o posicionamento da máquina requeira mais manuseamento do que numa cabeça de bola, contudo tem a vantagem de, em termo de alinhamento ser mais fácil de conseguir, até porque maior parte delas possui uma bolha de nível na sua base.

Igualmente ao possuir 3 maçanetas de aperto independentes, acaba por ser mais fácil bloquearmos a máquina na posição pretendida.

Mais uma vez a escolha da cabeça tem a ver com o gosto do fotógrafo, sendo que a recomendação é que se escolha uma cabeça que garanta que suporta o peso do nosso equipamento, incluindo lentes telezoom, que são sempre mais pesadas.

E pronto, espero que estas explicações vos permitam escolher melhor o tripé que responda às vossas necessidades.

Qualquer dúvida é só dizerem e estamos cá para ajudar.

Beijos e abraços.

Fotografia de Viagem

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Olá amigos,

O tempo de férias aproxima-se e, com isso, a marcação de viagens para sítios distantes (ou não) é usual nesta altura. O problema do vírus pode ser uma condicionante nesta altura mas, mais tarde ou mais cedo, voltaremos às viagens para lugares que sempre quisemos descobrir.

E para um fotografo a adrenalina de conhecer novos locais é sempre maior porque os sentidos estão mais dispertos para o que os nossos olhos vêem.

Se, por um lado, a sensação de descoberta é óptima para a nossa criatividade fotográfica, a tentação de ‘disparar’ para ‘tudo o que mexe’ também é grande e leva-nos a dispersar a atenção e o cuidado na escolha dos assuntos a fotografar.

Para evitar essa dispersão, vou-vos dar algumas dicas que podem ser uteis quando fizerem fotografia de viagem, e assim conseguirem trazer para casa algumas fotos que nos vão orgulhar.

– Antes de viajar convém fazer uma busca sobre o local que vamos conhecer. Perceber o que iremos encontrar e, se possível, ver algumas fotos dos locais para começar a construir algumas ideias fotográficas.

– Se o local for muito atractivo para fotografar, tente restringir-se a 2 ou 3 temas e foque-se em construir uma ‘boa’ história com esses temas. Isto não implica que não possa fotografar outras coisas que lhe chame a atenção, mas não se disperse, e explore bem os temas seleccionados.

– Mais vale gastar mais tempo fotografando o(s) assunto(s) escolhido(s), do que ‘desperdiçar’ tempo em muitos assuntos.

– Este último ponto é importante porque, como todos sabemos, nem sempre o que os nossos olhos abarcam é o que queremos mostrar nas fotos. Só com tempo conseguimos visualizar o enquadramento da foto separando-a de todo o ambiente.

– Quando visitamos locais muito populares, cheios de turistas, por vezes é muito difícil fotografar o que queremos sem a presença de estranhos nas fotos. Não quer dizer que tenhamos que fotografar sem enquadramos ninguém, mas a presença excessiva de pessoas pode ‘ofuscar’ o motivo principal da foto. Daí a forma como enquadramos os assuntos deve ser bem pensada, escolhendo o que queremos incluir, mesmo sacrificando uma perspectiva melhor, para podermos excluir o que não nos interessa.

– Uma tentação que todos temos é fazer ‘aquela’ foto tipo postal que já vimos milhares de vezes. Não tenho nada contra esse tipo de fotos porque também as faço, contudo não devemos ficar por aí. Devemos fazer mais fotos do assunto procurando ângulos diferentes, tentar fotografar na horizontal mas também na vertical, uma foto de pormenor ou tipo abstracto, qualquer coisa que seja diferente do habitual e, de certeza, vamos fazer uma foto que nos vai agradar porque é diferente do postal que fizemos no início.  

Poderia dar muitas mais dicas, mas o tema da fotografia de viagem não se esgota num post e, de certeza, voltaremos a ele no futuro.

Apenas para ilustrar o que acabei de dizer, incluo aqui um vídeo sobre uma monumental obra de Gaudi – A Sagrada Família, em Barcelona – que tive oportunidade de visitar no ano passado. 

Apesar de Barcelona ter milhentos temas para fotografar, a Sagrada Família foi um dos temas que escolhi antecipadamente para dedicar o meu tempo fotograficamente.

 Espero que gostem, e que o post seja útil para as vossas próximas viagens.

Beijos e abraços.

Como uma foto se destaca

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Hoje vou abordar um tema que tem muito de subjectividade, mas também curiosidade, ou seja, tentar perceber como há fotos que se destacam versus outras que são ‘apenas’ boas fotos.

E para servir de suporte a algumas das ‘regras’ que vou descrever, e que empiricamente são consideradas importantes para destacar a composição, vou usar uma foto que fiz há mais de 12 anos, altura em que ainda fotografava muito por instinto, sem muita preocupação sobre as ‘regras’ que irei abordar a seguir.  

A foto chama-se ‘Sob tempestade’ e, como podem ver, retracta dois pescadores, num fim de tarde, quando se aproxima uma tempestade.  

 Quero chamar a atenção que ponho ‘regras’ entre aspas porque na fotografia não há regras rígidas, apenas orientações que podem ajudar a melhorar, ou não, a foto.

Escolhi esta foto, não porque tive a preocupação de usar uma que ‘encaixasse’ nas ‘regras’, mas antes uma foto que foi premiada num concurso de fotografia realizado pela Camara de Cascais em 2009. Se ela foi destacada, não por mim, mas por um júri de um concurso, então vale a pena estudá-la para tentar perceber os motivos do seu destaque.

Para isso vou usar algumas das tais ‘regras’ empíricas que nos ajudam a fazer grandes fotos.

– Simplicidade – Diz-se que, quanto mais simples for a foto, mais forte ela pode ser. No caso da foto, ela é simples porque tem poucos elementos relevantes. Apenas os dois pescadores, e uma tempestade que se aproxima com o Sol a rasgar a nuvens. Não temos mais elementos distractivos.  

– Foto equilibrada – Dizemos que uma foto está equilibrada quando os elementos relevantes da foto não se encontram todos ‘encostados’ a um lado da foto deixando o outro lado algo vazio. Como vemos na divisão que fiz, verificamos que o lado esquerdo é quase um espelho do lado direito, ou seja, está perfeitamente equilibrada. Como disse, normalmente não é preciso seguir este rigor no equilíbrio mas, neste caso, a imagem proporcionava-se a este enquadramento equilibrado.

– Regra dos terços – Uma velha ‘regra’, que já vem dos tempos da pintura, e que diz que os elementos relevantes da imagem devem ficar sobre as linhas que formam uma grelha com nove espaços iguais. Como vemos acima, a foto não obedeceu exactamente ao que diz a ‘regra’ mas não ficou muito longe, estando os dois pescadores próximos das linhas verticais, e o Sol quase sobre a linha horizontal superior. As ‘regras’, como disse, devem servir apenas de orientação, que é o que acontece neste caso.

– Perspectiva – Todos sabem que a fotografia é uma representação bidimensional do mundo tridimensional.  Cabe ao fotógrafo tentar representar essa tridimensionalidade na foto, e isso consegue-se através da perspectiva. Essa perspectiva foi criada na foto dando realce ao tamanho dos pescadores em primeiro plano (ocupam quase a totalidade da altura da foto) versus o Sol que se encontra lá longe no horizonte. Se compararmos o tamanho de um homem versus o tamanho do Sol, nem tem comparação, contudo na foto os homens são ‘maiores’ do que o Sol. É esta perspectiva que cria a profundidade da foto, a sua tridimensionalidade.       

– Contraste Claro /escuro – O uso do contraste entre as zonas mais claras e mais escuras de uma foto tem como efeito transmitir mais calma quando esse contraste é suave ou, pelo contrário, criar um ambiente de tensão quando o contraste é mais acentuado. No caso da foto o elevado contraste entre o Sol brilhante a rasgar as nuvens e os perfis escuros, quase silhuetas, dos pescadores criam um clima de tensão, propicio a quem quer documentar a aproximação de uma tempestade.

– Capturar o momento – O saber esperar pelo momento certo para fazer o registo e assim potenciar a história, é um elemento essencial para uma grande foto. Associado ao momento deve-se ter a preocupação de o ‘encaixar’ na moldura da fotografia, usando algumas das orientações que referi acima. Na foto em análise, além de todos os aspectos de enquadramento que já falei, houve a preocupação por esperar o momento em que o Sol apareceu na nesga entre as nuvens e o horizonte. Podia não ter aparecido, e as nuvens taparem até ao horizonte o que, mesmo seguindo todas as ‘regras’ anteriores, sem aquele momento do Sol a brilhar, nunca conseguiria uma foto com o impacto que esta tem. Ainda bem que apareceu !!        

Recapitulando, as ‘regras’ não são para seguir à risca e, por vezes, se as quebrarmos até conseguimos fotos espectaculares, contudo é sempre bom tê-las no nosso baú de recursos para nos ajudarem a fazer a foto que se destaca.

Meus amigos, estas e muitas outras orientações para fazermos grandes fotos são abordadas nos Workshops de Fotografia que a Photofinders promove. Se queres desenvolver os teus conhecimentos nesta área, vai ao site do Photofinders e assinala que estás interessado nas nossas acções de formação para rapidamente as pormos em prática.   

Espero que o post tenha sido útil e desperte a vossa curiosidade, e até ao próximo.

Beijos e abraços.

Aprender com exposições

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Olá amigos,

Gostar de fotografia envolve muitas facetas. Obviamente que uma das principais é fazer fotografia, mas é também ver fotografia, e aprender com a fotografia de outros fotógrafos. Isso só enriquece a nossa cultura fotográfica.

A faceta de ver e aprender com outros fotógrafos, passa por ver muita fotografia de diferentes fotógrafos, com abordagens variadas, através de livros ou exposições fotográficas, esta ultimas onde temos hipóteses de ver fotografias impressas em dimensões maiores, o que lhes dá um realce difícil de atingir em outros meios de visualização.

Vem esta introdução a propósito de uma exposição fotográfica que vi recentemente no CCB, e que aconselho a todos visitar, pois estará em exposição até ao dia 21/06/2020. Refiro-me à exposição Deeper Shades Lisboa e Outras Cidades do fotógrafo austríaco Andres H. Bitesnich.

Sendo um fotógrafo especialista em retratos de nus, nesta exposição traz-nos uma faceta diferente da sua fotografia, a Fotografia de Rua (Street Photography) onde nos oferece uma visão muito pessoal de várias cidades que visitou, sendo Lisboa uma das últimas que mereceu a sua atenção.

Como refere a folha de sala, a fotografia de Andreas Bitesnich não pretende representar o real, ou ser circunstancial ou contemplativo, é sim um trabalho de recorte de pequenos pedaços da cidade, e dos seus habitantes, reinterpretando-os através de fotografias predominantemente monocromáticas, de elevado contraste, e muito densas na sua forma pictórica.

Para mim que gosto de fotografia a preto e branco (P/B), gosto de Fotografia de Rua, e gosto de fotografar Lisboa, havia um interesse acrescido em ver como outro fotógrafo com gostos semelhantes aos meus, fotografou as cidades, em particular Lisboa. Como interpreta as cenas que se lhe deparam, como as compõe, qual o ‘feeling’ que as suas fotos nos provocam.

Sem me alongar sobre as fotos de outras cidades, que aliás seguem o mesmo padrão das fotos de Lisboa, posso dizer-vos que gostei muito da exposição, sobretudo as fotos de Lisboa, talvez porque são as que estão em maior número, mas também por me identificar mais com o local.

E o porquê de ter gostado ? Porque tive oportunidade de ver uma abordagem diferente da que eu costumo ter, apesar de estarmos a falar de fotos a P/B, e de Lisboa.   

Os motivos fotografados, sendo alguns deles muito semelhantes aos que tenho fotografado, têm contudo a preocupação de ter um enquadramento, uma luz, um ‘feeling’ que combina muito bem com o tipo de edição escolhida, um P/B contrastado, com grão, ao estilo dos famosos filmes ‘noir’ do cinema antigo.

A busca em fotografar logo de manhã, com ruas desertas, ou à noite com a luz artificial dos candeeiros, dos automóveis e montras, potencia o ambiente sombrio mas apelativo das suas fotos.

O balanceamento entre fotos de rua e retratos de rua também está presente na exposição, porque a cidade não são só ruas com imoveis e monumentos, são também as pessoas que as habitam, mas sempre retratadas dentro do mesmo padrão sombrio, sem ser triste ou frio.

Gostei porque consegui ver ‘os meus locais’ com outros olhos e isso espicaça a nossa veia criativa, relembra-nos que o mesmo local, os mesmos motivos, podem sempre ser fotografados de maneira diferente, e serem na mesma fotos interessantes.

Apenas para aguçar o apetite, deixo-vos aqui algumas das fotos da exposição, que eu registei com o meu telemóvel, que é uma óptima ferramenta para guardarmos ‘esboços fotográficos’ para mais tarde consultar. 

Meus amigos, logo que a crise do corona vírus permita, aconselho a quem goste de fotografia a visitar esta exposição e descobrir outro olhar sobre as cidades, em especial sobre Lisboa.

Espero que gostem da sugestão, e até ao próximo post.

Beijos e abraços.

Fotografia Documental

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Olá amigos,

Depois de uma longa ausência devido a diversos compromissos fotográficos, e não só, volto hoje com um tema que me parece interessante pois qualquer um de nós, com mais ou menos experiência fotográfica, pode explorar.

Estou a falar da fotografia documental, uma área onde, como o próprio nome indica, iremos documentar algo através da nossa própria vivência do acontecimento. Pode ser um evento cultural, desportivo, uma região, uma profissão, etc, etc.

O interessante neste tipo de fotografia é que podemos e, se possível, devemos dar o nosso cunho pessoal, a nossa interpretação visual, do que queremos documentar. Isto não quer dizer, antes pelo contrário, que desvirtuemos a descrição do evento, antes podemos contá-lo com um olhar diferente, realçando o que mais nos atrai, dando realce aos pormenores que podem fazer a diferença na forma como contamos a história.

Para isso vou aproveitar umas fotos que fiz o ano passado em Elvas, aquando das Festas de São Mateus, em honra do São Jesus da Piedade. Estas festas englobam, entre outras actividades, uma procissão e a respectiva Feira da São Mateus.

De uma forma despretensiosa, sem grande preparação do que me esperava, tentei retractar alguns aspectos da procissão, assim como pequenos recortes da feira na sua actividade nocturna.

Como disse acima, há certamente muitas formas de documentar tanto a procissão, como a feira, contudo, a minha escolha na forma de contar a história foi através do registo de pormenores que me iam saltando à vista conforme ia passando por eles, para mais não tendo havido uma preparação prévia. Penso que esta é uma boa forma de documentar fotograficamente o evento, sem a preocupação de estar a querer contar factualmente a história do evento, antes mostrar a minha visão pessoal.   

Tentando ilustrar o que me moveu na forma como fotografei, posso dizer que, no que respeita à procissão, tive a preocupação de fotografar a ligação existente entre quem vai na procissão e os que assistem na orla do passeio. Os pormenores dos actos de devoção, como a senhora descalça ou a vela acesa de uma promessa que se cumpre.

Se repararem algumas das fotos nem estão tecnicamente muito perfeitas, existindo até algum desfoque e ‘grão’ em algumas, mas isso acaba até por valorizar o aspecto do improviso, da casualidade em que a foto teve de ser feita.  

No que toca às fotos da feira, houve a curiosidade de fotografar o que considero mais ‘castiço’ neste tipo de feiras, o ‘Rei das Facas’, as senhoras das Farturas, ou a barraquinha dos doces, mas sempre numa perspectiva de ligação com o povo que as visita.

Outro aspecto que me despertou a atenção foi o colorido das barracas que é habitual nestas feiras, assim como os ‘sofisticados’ letreiros promocionais, ultimo grito da moda em termos de marketing. São aspectos sempre presentes nas feiras populares.

Por fim, como estávamos em época de campanha eleitoral, não faltou a oportunidade de fazer um ‘instantâneo’ de uma candidata às eleições legislativas, presenças sempre habituais nestes eventos populares.

Não quero terminar sem antes os convidar a visitar e a inscreverem-se no nosso novo projecto, a comunidade fotográfica Photofinders (www.photofinders.pt) porque será através deste projecto que melhor os poderei ajudar a divertirem-se aprendendo e desenvolvendo as vossas aptidões fotográficas.

Espero que tenham gostado, e até ao próximo post.

Beijos e abraços.

Tours vs Workshops

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Olá amigos,

Hoje vou-vos falar sobre um tema, aliás dois porque são diferentes, e que muitos fotógrafos confundem, mesmo alguns profissionais. Estou a referir-me a Tours Fotográficos versus Workshops Fotográficos.   

Penso que é importante para quem gosta de fotografia, e vê nas redes sociais ofertas de Tours e Workshops fotográficos, distinguir o que é expectável em cada um, para não se criarem falsas expectativas, já que é comum inscrevermo-nos num tour fotográfico e esperar um Workshop. Uma razão para isso é que há muitos tours oferecidos incorrectamente rotulados como Workshops.   

Um Workshop é uma experiência educacional para ajudar a melhorar os conhecimentos técnicos e criativos. Normalmente um Workshop é projectado para ensinar técnicas fotográficas, no terreno ou num estúdio, ou ensinar técnicas de pós-produção.

Um tour fotográfico é projectado para levá-lo a locais especiais, de preferência na melhor hora do dia, e do ano, tentando maximizar as oportunidades fotográficas com instrução mínima ou casual ao longo do Tour.

A melhor maneira de evitar ficar desapontado é ser honesto consigo mesmo sobre quais são seus objectivos reais quando escolhe cada uma destas ofertas.

Quando deve escolher um Workshop e quando deve escolher um Tour ?

Workshop

Se a intenção principal é desenvolver a técnica fotográfica, concentrar-se em algo específico, como composição, uso de filtros, iluminação, flash, macro, pessoas, pós-produção, etc, então um workshop de fotografia é a escolha certa.

É aconselhável que um Workshop deva ter um número reduzido de participantes, no máximo 5 ou 6 pessoas se for só um instrutor, ou até 10 pessoas se forem dois instrutores. Este cuidado irá permitir que o instrutor possa dedicar tempo a todos os participantes, mostrando as técnicas, e esclarecendo as dúvidas individuais de cada participante.

Não é fundamental que o local do Workshop seja um local deslumbrante, pois a intenção é aproveitar algumas características do local para potenciar o ensinamento das técnicas, o que não quer dizer que não possa ser um local visualmente atractivo para se poderem aproveitar as fotos para o portfólio pessoal dos participantes.  

Durante o Workshop, a preocupação principal do instrutor é ensinar e não fotografar para si próprio, ainda que o possa fazer, até para ilustrar os ensinamentos.

Tour

Se a intenção principal do participante é conhecer novos locais, gentes, ambientes, etc, potenciado pelo conhecimento que o guia tem desses locais, e enriquecer o seu portfólio, então o Tour fotográfico é a escolha correcta.

Obviamente que não é impeditivo que, durante o tour, o guia possa igualmente passar conhecimentos técnicos e criativos para melhorar as fotos dos participantes. Aliás é uma prática corrente acontecer, contudo devemos ter em conta que não é esse o objectivo principal do Tour. O objectivo principal é explorar novos sítios e, com isso, fazer fotografia.

É também prática comum que o próprio guia faça também as suas próprias fotos, aproveitando as condições atmosféricas do momento, pois cada dia é sempre diferente em termos de luz, cores, ambiente, etc.

Um tour poderá ter mais participantes do que num Workshop, até 10 participantes por guia, contudo também não interessa constituir um grupo muito grande porque, alem de criar dispersão se o grupo tiver de se mover entre locais, atrasando o horário previsto, a componente de apoio técnico/fotográfico aos participantes torna-se mais difícil.

Há contudo alguns elementos comuns quando participamos num Workshop ou num Tour, sendo um dos mais importantes a interacção entre os participantes. Este convívio entre todos vai potenciar a troca de conhecimentos, experiencias, criação de novas ideias para projectos fotográficos, estabelecer novas amizades, no fundo potenciar a diversão que é o aspecto fundamental destes eventos.

E para já, meus amigos, ficamos por aqui. Prometo voltar a este tema num futuro próximo até porque é minha intenção desenvolver estes temas promovendo Tours e Workshops fotográficos. Nada de muito complicado para ninguém se sentir constrangido em participar, e poderem usufruir das vantagens acima descritas.

Se acharem que têm interesse em participar nestes eventos que ando a pensar organizar, deixem um comentário, ou mandem um mail, para eu saber do vosso interesse. Quantos mais manifestarem interesse, mais depressa avanço com a ideia.         

Até ao próximo post.

Beijos e abraços.

Timelapses

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Olá amigos, mais um post e mais um pequeno tutorial sobre técnicas fotográficas. Desta vez falo-vos da técnica de timelapse.

Espero que gostem.

Beijos e abraços

Sessão de estúdio – bastidores

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Olá amigos, como referi num post anterior, tenho intenção este ano de fazer mais trabalhos de estúdio, que me dão muito prazer.

Neste post têm a hipótese de ver os bastidores de uma sessão de estúdio que fiz com as minhas sobrinhas e amigas.

Espero que gostem.

Beijos e abraços