Fotografia de Estúdio

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Olá amigos,

Tive oportunidade de fazer recentemente uma sessão de fotografia de estúdio que me inspirou para escrever estas linhas, primeiro porque é um tipo de fotografia que me dá um gozo especial e, depois, para vos contar um pouco dessa experiência.

A fotografia de estúdio, sobretudo quando é feita usando luzes de estúdio, também designados por strobes, é uma disciplina que nos permite trabalhar a essência da fotografia, refiro-me à luz.

O domínio da luz é algo que se torna viciante na perspectiva de que podemos ‘desenhar’ múltiplas combinações da mesma, e assim criar ambientes que, com a pose da modelo, nos permite criar e transmitir sentimentos através das fotos.

Existem múltiplos tipos de luz, e formas de iluminação, tais como a clássica luz à Hollywood, muito usado nas fotos de artistas de Hollywood nos anos 40, 50 e 60, o tipo de luz forte e dura muito usada em fotos de publicidade e moda, a luz de perfil (luz lateral) que ilumina apenas parte da face deixando a outra praticamente às escuras, muito usada em cartazes de cinema, a luz tipo Rembrant que procura recrear o tipo de luz que este famoso pintor pintava nos seus retratos, ou ainda uma iluminação low-key que permite criar um ambiente escuro transmitindo um sentimento de solidão ou tristeza.

 

Como vêem, o domínio da luz é uma arte que nos permite criar ‘histórias’ onde o argumento é desenhado pelo posicionamento da luz e o motivo é a encenação da nossa modelo.

A sessão que fiz com a Cláudia foi a possibilidade de ‘construir’ algumas histórias usando a luz e também, é justo dizê-lo, o à vontade e a criatividade que ela possui de uma forma natural.

Não é necessário que a modelo seja uma modelo profissional para se criar grandes fotos, como fica provado pelas fotos da Cláudia que ilustra este post, antes é importante que a modelo esteja descontraída e retire o máximo partido da sessão, divertindo-se, dando largas à sua imaginação, se sinta natural e confiante, pois tudo isso ajuda a moldar a expressão.

No caso da Cláudia quase nem foi preciso dar orientações para as poses contudo, se a modelo não se sentir tão à vontade a posar, compete-nos a nós fotógrafos orientar a modelo de forma a retirar toda a pressão de quem enfrenta a câmara e, desta forma, fotografar o que de melhor a modelo tem para oferecer. Quem não tem experiência de ser modelo pode pensar que não é possível mas, regra geral, praticamente toda a gente acaba por ficar agradado com o resultado final.

 

Já agora lanço o desafio a quem me lê, não querem tentar fazer uma sessão de fotografia de estúdio e descobrirem a (o) modelo que têm dentro de vocês ? De certeza ficarão surpreendidos. Se quiserem, falem comigo e partimos para essa aventura !

Beijos e abraços.

 

 

 

2 Responses

  1. Júlio Branco

    Muito bem Jorge, uma explicação valorosa o quão é importante a luz para uma boa fotografia, é aplicavel tanto em estúdio como na natureza.
    Aprendi um pouco e revivi o que aprendi no curso de fotografia.

    Um boa partilha. Um abraço

  2. Serafim

    Muito bem Jorge.
    Sentimento e conhecimento produzem excelentes resultados. Parabéns.

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