Rostos

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Olá amigos,

A escolha de uma das minhas fotos como finalista no recente Concurso de Fotografia Reflex 2017, organizado pela revista Cais sob o tema ‘A vida num só rosto’, deu-me o mote para este post.

E porquê ? Porque o tema do concurso é um tema de que gosto particularmente, o retracto. Gosto das várias variantes do retracto, mas gosto particularmente do retracto sem ser encenado, especialmente quando registado de uma forma espontânea.

 

 

Seguindo um pouco o pensador romano Cícero que dizia ‘O rosto é o espelho da alma’, o meu objectivo no retracto espontâneo é ir mais além do que o simples rosto. É retractar o sentimento que o momento colocou num rosto desconhecido. Pode ser momentâneo, pode ser profundo, pode ser descontraído, pode ser triste ou alegre, pode ser tudo, mas é de certeza mais do que a imagem externa do rosto, é um pouco do estado da alma que se cristaliza numa imagem.

 

 

Nem sempre se consegue esse objectivo, umas vezes porque não o consigo, outras porque há rostos que são quase impenetráveis, mas a busca constante pela alma escondida atrás do rosto é a verdadeira adrenalina da fotografia de retractos.

Neste post partilho algumas fotos que fiz, ao longo de anos, com o objectivo de registar para lá da face. E é tão bom quando os retratados se ‘abrem’ para a fotografia, que curiosamente acontece mais facilmente com as pessoas simples, e fica mais fácil procurar o que está por detrás.

 

 

As três primeiras fotos são as que enviei para o concurso (sendo a primeira a escolhida como finalista). As outras complementam e ilustram o que descrevo acima. Espero que gostem.

Beijos e abraços.

 

 

 

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