Picos da Europa -1

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Olá amigos.

Depois de algumas semanas ausente, hoje o tema é a recente viajem que fiz aos Picos da Europa – Espanha, dando algumas sugestões dos locais mais interessantes para fotografar.

Para não tornar muito chato a leitura, irei dividir o relato por mais do que um post.

Como muitos devem saber, os Picos da Europa localizam-se no norte de Espanha, na província das Astúrias (mas não só) e merece uma presença no local de, pelo menos, 3 dias.

Começámos a visita pelo lado oeste do Parque Natural sendo o local mais aconselhável para pernoitar, pela sua localização, a localidade de Cangas de Onís.

A visita começou pela localidade de Covadonga onde pode ser admirado o Santuário e a Basílica do mesmo nome.

O Santuário fica situado no interior de uma gruta, num ponto elevado da estrada que dá acesso à Basílica, correndo por baixo da gruta uma queda de água magnífica. Em termos fotográficos, além dos pormenores do Santuário e do túnel que lhe dá acesso, é muito interessante fotografar a partir da zona da queda de água, sobretudo se levarem um tripé e conseguirem fazer uma foto de longa exposição. Do outro lado da estrada existe um parque igualmente interessante para fotografar.

Também no mesmo local, existe a Basílica da Covadonga que permite fazer registos interessantes, não só no seu interior, como na relação da sua arquitectura com as montanhas que a rodeiam. Igualmente interessante é fotografar a Basílica a partir da gruta onde se situa o Santuário.

 

Outro ponto interessante neste lado do Parque é a visita aos Lagos da Covadonga, o lago Enol e o lago La Ercina. De referir que estes lagos se encontram a cerca de 12 Kms da localidade de Covadonga e, nas alturas de maior afluxo turístico (verão e zonas festivas) as autoridades costumam fechar a estrada de acesso entre as 8:30H e as 20:00H sendo o acesso apenas feito por autocarro.

Mas como nós, fotógrafos, não gostamos de ficar limitados na nossa veia criativa, houve que dar a volta à situação e levantar bem cedo para entrar na estrada antes do corte da via, e assim poder circular livremente. As autoridades locais permitem que o façamos.

E ainda bem que o fizemos. Além da luz nas horas matinais ser a mais recomendável, apesar de neste dia apanharmos muita nebulosidade, a liberdade de podermos parar onde queríamos nestes 12 Kms valeu bem a pena.

Começámos logo por parar poucos quilómetros mais à frente onde conseguimos fotografar o vale de Covadonga, com a Basílica e as montanhas circundantes, onde as nuvens matinais ficam mais baixas que o nosso ponto de observação. Espectáculo !

De seguida parámos noutro miradouro onde é possível, com alguma sorte, fotografar aves de rapina (abutres e outras) de grande porte.  Logo de manhã, por volta das 8:00H elas voam e poisam neste local porque os guardas do parque costumam levar-lhes comida logo de manhã.

Para quem gosta de fotografia de Natureza, sobretudo de aves, um local a não perder. Aqui sugiro a utilização de uma lente tipo telefoto (200mm ou mais) para poder fotografar estes belos animais com mais detalhe, e serve também para treinarem a mão para fazerem fotos delas em voo. Requer alguma prática, para a foto não ficar tremida, e atenção pois elas aparecem detrás das montanhas em voos silenciosos que, se não estivermos atentos, nem os vemos em tempo útil para os fotografar.

Escusado será dizer que ao longo destes 12 Kms há inúmeros pontos onde se conseguem fazer belas fotos panorâmicas dos Picos e, para tal, recomendo o registo de diversas fotos, na vertical, para depois se colarem e assim criar uma bela panorâmica. Se alguém quiser mais pormenores técnicos como o fazer, é só dizer, que eu explico.

Por fim chegamos à zona dos lagos. Aqui depende muito do estado do tempo, mais ou menos nebuloso, para definir o estilo de foto que se consegue fazer. No entanto, desde que a luz existente e as nuvens permitam uma visibilidade mínima para captar as montanhas circundantes dos lagos, existem dois tipos de fotos que vale a pena tentar.

O primeiro são os reflexos nos lagos, algo que dá uma criatividade diferente às simples fotos postaleiras do local. O segundo, como referi atrás, é a realização de panorâmicas, pois mostram melhor a grandeza da paisagem.

Se o tempo permitir, ou seja, se o Sol conseguir de vez em quando rasgar as nuvens e criar zonas de luz e sombras nas montanhas, com paciência e olhar atento, consegue-se fotos de belo efeito das montanhas e dos lagos com essas variações de luz.

Um ponto interessante para fotografar é no ponto alto que se situa entre os dois lagos, onde se consegue uma vista magnífica para os mesmos, podendo-se fazer fotos das vistas gerais, panorâmicas e, com uma lente telefoto, pormenores da natureza que nos rodeia.

Uns elementos sempre presentes nestas paragens, e que permite fazer fotos contextualizadas, são as vacas a pastar livremente nas montanhas. Mas atenção (!!), na ânsia de as fotografar, ter sempre em atenção onde se põe os pés pois temos muitas hipóteses de pisar um magnifico ‘presente’ que as ditas fazem questão de espalhar por todo o lado 🙂

E por hoje fico-me por aqui na viagem. As fotos que ilustram este post foram todas feitas nesta zona e serve para dar uma pequena ideia do que é possível fazer.

Aguardem pelos próximos capítulos, com novas fotos, e se quiserem deixem os vossos comentários.

Beijos e abraços.

 

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